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sábado, 1 de setembro de 2012

José Maia Filho - homenagem, PARTE 1

Em todo lugar e em todo tempo, sempre houve ou vai haver pessoas que se destacam na sociedade local sempre disposta a exercer uma liderança natural.
Digo isso para falar de nosso homenageado de hoje, o senhor José Maia de Oliveira Filho - Zé Maia, cidadão que nos anos 20, 30 e 40 do século passado foi o líder mais eminete dessa cidade, a então Vila de Queimadas, pertencente a Campina Grande.
Comerciante, agricultor, criador e político local é pouquíssimo conhecido hoje por seu conterrâneos e, a cada vez mais que o tempo se afasta, sua memória vai ficando no esquecimento. Mas a história desse homem deveria ser estudada com  aprofundamento, dada sua contribuição para essa terra.
Ainda nos primeiros anos dos 1900, Zé Maia; natural da Capivara, quando aquele sítio pertencia a Fagundes; já casado, esteve no Estado do Acre, extremo Norte do Brasil, como esplorador da borracha nos seringais da região, junto com sua família, inclusive, alguns de seus filhos vinheram a nascer por lá.
Retornando a Queimadas, por volta de 1920 foi morar no povoado, que ainda nem era Distrito, construindo ali uma grande casa, no estilo neocolonial, edificação moderna para os padrões da época. O prédio ainda acha-se de pé na principal rua da cidade, e em seu "frontão" lêr-se a inscrição 1921 - JMF, alusão ao ano e o nome do cosntrutor.
Foi Zé Maia, entre outras coisas que fez na vida, um dos fundadores da Loja Maçônica Regeneração Campinense, de Campina Grande, no ano de 1923. Em 1930, foi o principal nome local da 'Revolução de 30', atuando ao lado dos partidários de Vargas. Em 1940 fez fila junto a Ruy Carneiro, quando este assumiu o governo do estado. Com a redemocratização brasileira de 1945, Zé Maia tornou-se o líder do PSD queimadense.
Durante esta semana nosso BLOG vai prestar uma singela homenagem a mais esse queimadense esquecido. Sem antes, falar sobre sua origem e descendência.
José Maia foi o 5º filho de José Félix  de Oliveira Maia, alagoano de Viçosa que casou-se com Ana Gonzaga de Araújo, da família Pereira de Araújo da Capivara, uma das mais tradicionais de Queimadas na época. Desse enlace podemos dizer que surgiram outros grupos familiares inportante da cadade, como os Albuquerque Maia, os Barbosa Maia e os Honório Maia, sendo este último, os descendentes diretos de JMF.
JMF casou-se com Maria Honório de Melo Maia (Donzinha), também da Capivara, e tiveram os seguintes filhos: Villeneuve Honório Maia, Vivaldo Honório Maia, Epitácio Honório Maia, José Honório Maia, Lauro Honório Maia, Diógenes Honório Maia, Zilda Honório Maia Leite, Anastácio Honório Maia e Célia Honório Maia.
Foto de Zé Maia no final dos anos 40.

Casarão no centro de Queimadas construido por JMF em 1921.

Familiares de José Maia - anos 30.

 Zé Maia ao lado da esposa e de suas filhas.

Abaixo a casa onde José Maia morou no Acre - seringal Monte Alegre, sengundo informações de Arnaldo Maia, seu neto. No Blog de Queimadas veja fotos das casas típicas do Acre nesse período e faça uma comparação com estas (http://blogdequeimadas.blogspot.com.br/).
Na foto acima note os detalhes da casa: algumas portas na frente, muitas janelas, cobertura de palha e uma parte da edificação suspensas em toras. As casas eram, provavelmente, de madeira.

FOTOS: Arnaldo Maia.
INFORMAÇÕES: Arnaldo Maia.
FONTES: Os Oliveiras Ledo e a Genealogia de Santa Rosa - Antonio Pereira de Almeida.
Memorial Maçônico de Campina Grande - Ailton Eliziário de Souza.

NOTA: sabemos que as informações vindas nessa postagem são poucas e um tanto quanto vagas, assim, pedimos aos amigos e colaboradores que nos ajudem, enviando-nos mais elementos que possa completar o conteúdo dessa publicação.

Um comentário:

  1. AS FAMILIAS BARBOSA, ARAUJO, ALBUQUERQUE, HONORIO, MELO, BELO, OLIVEIRA, MAIA, LEITE, COM VÁRIOS REPRESENTANTES NO EIXO QUEIMADAS, FAGUNDES E ADJACENCIAS, SÃO FAMILIAS SEFARÁDICAS, ORIUNDAS DA PENINSULA IBÉRICA (PORTUGAL E ESPANHA) DESDE O TEMPO DO DESCOBRIMENTO.
    OS

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